29 de nov de 2009

Aqrquiteturas Pedagógicas


Trabalho no Laboratório de Informática e tenho o previlégio de estar em contato com as Tics mesmo não tendo internet, os alunos podem mexer nos computadores utilizando-os para desenvolver atividades diferenciadas, diferentes arquiteturas pedagógicas, onde fogem da rotina de sala de aula. Mas até no Laboratório é preciso ter uma aula preparada e direcionada, porque senão a aula se perde, e os alunos não sabem o que fazer, vira uma bagunça. Daí a importância, do planejamento, dos objetivos, da metodologia, do comprometimento do professor, da importância de ser um professor mediador e pesquisador .

9 de nov de 2009

SAÍDA DE CAMPO - EJA

Os alunos da EJA trazem consigo uma história de conhecimentos acumulados, assim como reflexões sobre o mundo e as pessoas, conhecer suas características e necessidades é o primeiro passo para o educador obter sucesso.
No segundo semestre de 2009 entrevistamos alunos da EJA , objetivamdo conhecê-los em suas características sócio-demográfica, sócio-cultural e sócio-cognitiva. O que justifica esta proposta é a escassez de registros históricos sobre a Educação de Jovens e Adultos na região da grande Porto Alegre e pela falta de dados que caracterizem melhor as pessoas que frequentam a EJA.
Como educadoras, acreditamos na importância de reconhecer as especificidades desta modalidade que têm em seu público sujeitos com muitas vivências constituindo assim crenças, valores e hábitos de grande valia para a construção do processo ensino e aprendizagem. Trazem marcas da exclusão pela qual passaram, pois como afirma Kohl, 1999 “O primeiro traço cultural relevante para esses jovens e adultos, especialmente porque nos movemos, aqui, no contexto da escolarização,é sua condição de excluídos da escola regular.” Ao abordarmos essa perspectiva articulamos práticas educativas significativas.
Citando Freire (1991), Correa (2003) coloca é preciso um despojamento das verdades prontas, das certezas e dos preconceitos, estar atento e ouvir as falas e sentidos dos jovens e adultos. Mais do que permitir ao aluno dizer o significado deve-se de fato incorporar esses significados ao ato de ensinar" (p.13).
Os alunos da EJA têm como característica serem sujeitos com falta de escolaridade anterior e com um modo de vida de seu grupo de origem, que compartilham a baixa escolarização, um contexto de pobreza e dentro de um determinado grupo cultural, apresenta diferentes níveis de competências e dificuldades, que nos mostra uma grande heterogeneidade. Para Oliveira (1995) algumas características do funcionamento cognitivo associadas aos jovens e adultos:
[...] tais como pensamento referido ao contexto da experiência pessoal imediata, dificuldade de operação com categorias abstratas, dificuldade de utilização de estratégias de planejamento e controle da própria atividade cognitiva, bem como pouca utilização de procedimentos metacognitivos. Apud de OLIVEIRA (1999, p.72)
Trabalhar com EJA é tarefa desafiadora ,mas sendo a escola um local de confronto de culturas e local de encontro de singularidades oportuniza o aluno a ser sujeito do seu próprio pensar, e, portando principal autor e ator de sua própria aprendizagem.
Os educadores e educandos são sujeitos portadores e produtores de cultura, de saberes, são sujeitos coletivos, ou seja, pertencem aos mais diferentes grupos, concomitantemente, seja de classe, de raça e etnia, religião, gênero, partidos políticos, etc. Reconhecer isto é um grande passo em direção a uma mudança que acreditamos necessária: transformar a escolarização em educação, quer dizer, vincular o ensino a processos sociais mais amplos do que os conteúdos programáticos, fugindo assim do ensino tecnicista, que dê condições de autonomia para o exercício da Cidadania e da qualificação profissional.
Desta forma, podemos dizer que a EJA, enquanto Educação Popular, constitui-se:
· num processo permanente de refletir a militância em busca de objetivos próprios;
· numa prática educativa como prática política;
· numa práxis onde conteúdo é conscientização; numa ação em que o sujeito está em busca da leitura do mundo e não só da palavra

26 de out de 2009

Planejamento!!!!!

Planejar.....
Interessante pensar sobre o planejamento, como entrar em uma turma sem ter o planejamento feito, articulado . É muito importante saber como desenvolver as atividades, os objetivos que pretendemos alcançar e porque pensamos em determinados assuntos.
Não lembro qual foi a última vez que fiz um planejamento como foi pedido no módulo 4 de LINGUAGEM neste semestre com :
Roteiro das atividades

1) Leitura
2) Produção textual
3) Jogo
4) Sistematização

Na verdade faço esse planejamento, mas de uma forma esquematizada por tópicos , e um assunto vai puxando outro.
Vou dar um exemplo, fiz meu planejamento em cima do texto Confusão na mata, que disponibilizo algumas imagens abaixo, mas que está postado no meu webfólio do ROODA, cuja temática foi DIFERENTES TIPOS DE COMUNICAÇÃO, porque pensei também na interdisciplina de Libras que estamos estudando este semestre.


Mas poderia seguir adiante, pensando na temática animais, porque é um assunto abrangente , que envolveria junto o meio-ambiente e assim por diante.

Então fazer um planejamento para mim é ir além, pensar no que pode vir, não é uma coisa estanque, que tem um fim e daí partir para outro assunto. Pode-se globalizar diferentes disciplinas, trabalhar de maneira que o aluno não se sinta sobrecarregado, mas que tenha interesse no que está vindo e que apresente novos enfoques.



8 de out de 2009

Histórias!!!!!!

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Realmente o mundo da fantasia faz parte da imaginação das crianças, desenvolvendo meu trabalho de linguagem e conversando com os alunos sobre histórias, pude perceber que os meninos são mais envergonhados que as meninas, muitos dizem que não sabem contar histórias.

Questionei-os sobre as histórias que os pais e professores contam, mas não quiseram( tanto meninos quanto meninas) reproduzi-las , preferiram inventar suas próprias histórias, onde misturaram realidade e fantasia. Pude observar que adoraram ouvir suas vozes gravadas, pena que não posso colocar todas as histórias no Blog, visto que fica muito pesado, por isso escolhi a narrativa que está postada de uma menina de 6 anos, que é bem falante e criativa.

A partir desta experiência , conversei com a professora do primeiro ano, já que trabalho no Laboratório de informática e vamos gravar todos os alunos narrando/contando alguma coisa (história) para depois eles ouvirem , onde poderão identificar suas vozes e produzir seus desenhos.

7 de out de 2009

Canção.........

video

Vídeo em homenagem as mães, experimente tirar o som e só olhar!!!!!

Refletir sobre as pessoas surdas, a maneira de interagir com elas, a cultura surda e a comunidade surda é importante e necessário, primeiro para desmistificar a idéia que todo surdo é mudo, segundo porque a comunicação entre elas é igual como a fala entre ouvintes.

Tenho contato com pessoas surdas porque meu filho(vídeo ) estuda em uma escola freqüentada por alunos ouvintes e surdos, na turma dele tem um aluno surdo e os alunos aprendem LIBRAS em todas as séries, este ano teve uma apresentação no dia das mães, onde eles também utilizaram a língua de sinais, fico feliz por ele já saber se comunicar com os colegas e tentar entendê-los se apropriando da língua de sinais.

Aprendendo desde cedo a Lingua de Sinais a criança vai se adaptando a um mundo diferente, onde ela vê as pessoas surdas ou deficientes de uma maneira que a nossa geração não via, porque infelizmente aprendemos que o diferente dá medo.

Nossa geração vem de uma sociedade preconceituosa, cabe a nós pais e professores mostrar uma outra realidade para as crianças, onde ser diferente faz a diferença, e podemos aprender muito com as diferenças.

26 de set de 2009

Nova visão!!!!!


Pensar sobre a diferença existente entre o tipo de currículo que é dado no diurno para alunos do ensino fundamental e a EJA é algo que parece distante, porque só quem trabalha na EJA para entender o tipo de aluno que tem e suas necessidades.Nós educadores educamos os sujeitos para a vida/mundo, mas no (EJA), os indivíduos adultos já trazem uma bagagem de experiências da vida, mas ainda não conseguiram se apropriar da leitura e da escrita, pois em algum momento afastaram-se da escola devido a fatores sociais, econômicos, políticos e/ou culturais.Pode-se dizer que a EJA vem atuar no campo dessas desigualdades, onde devido a necessidades ou falta de recursos esses alunos não puderam freqüentar a escola no tempo devido, é preciso buscar maior igualdade social.
Sem dúvida faz-se necessário trabalhar a partir das experiências e da realidade do nosso educando seja ele adulto, jovem ou criança , buscando um currículo integrado, trabalhando com conteúdos significativos, buscando o diálogo ou seja, produzir significado ao que é falado, oportunizando a participação/interação de todos com suas singularidades e especificidades em sala de aula. No currículo integrado busca-se uma educação para a formação de uma sociedade, onde as pessoas tenham capacidade de crítica, que sejam solidárias, autônomas, vivendo em uma democracia, assim ele se difere das áreas de conhecimento tradicionais “currículos por disciplina” surgidos com a modernidade.

22 de set de 2009

Sala de aula!!!!


Pensar sobre o vínculo da sala de aula com a realidade social continua sendo distante, infelizmente ainda a ESCOLA não se modernizou, continuamos na teoria sem a prática.

Sou responsável pelo EVAM(Laboratório de Informática) no turno da tarde e estou acostumada a receber os alunos do 1º ano até a 7ªsérie, fico auxiliando-os, conversando, mostrando, estou ali servindo de ferramenta para as dúvidas que surgem. O comportamento dos alunos neste ambiente é muito diferente que na sala de aula e tenho que confessar que o meu também.
No laboratório eles trabalham em grupo, descobrem novas ferramentas, se ajudam, os combinados são respeitados e as atividades são realizadas, deixo eles mexerem na máquina sem estar em cima, só peço que se aparecer alguma mensagem me chamem(não temos INTERNET). Estou sempre em atividade, me mexendo , atendendo, conversando, trocando idéias.
Já na sala de aula é diferente, várias vezes tive que substituir e fiquei cansada, porque simplesmente parecia que eu não estava interagindo com os alunos, infelizmente a sala de aula se resume a classe, cadeira, caderno, folhinha, cópia, exercícios, atividades recreativas às vezes. O professor na sala espera, atende alguns alunos, observa, corrige, faz anotações e começa tudo de novo, não é muito motivador.
Se achei cansativa a sala de aula convencional, porque estou acostumada com outro ritmo de aula, imagina as crianças ,que todos os dias seguem praticamente a mesma rotina.
Quando será que nossos governantes e a sociedade realmente almejarão uma educação voltada para a formação de alunos(as) críticos , autônomos, transformadores????



12 de set de 2009

Pensando......


Saí da aula do dia 09.09.09, muito fascinada, muito mais interessada pela lingua dos surdos.
Aprendi que língua de sinais não é puramente mímica e gestos nos quais os surdos utilizam para se comunicar, ela possui gramática específica, própria. Essa língua não é universal, cada país possui a sua língua de sinais conforme sua cultura, por isso a nossa é LIBRAS - Linguagem de Sinais Brasileira
Essa língua possui alguns parâmetros que formam os sinais: configuração das mãos , os sinais podem ser realizados com uma ou duas mãos, mas não começar com a direita e ir trocando , fazendo sinais com a esquerda, é importante que escolha com qual mão fará os sinais, para não acontecer confusã, os sinais podem ter ou não movimentos; expressão facial e/ou corporal, mas numa conversa é muito importante as expressões para identificar o sentimento.
Já tinha uma vontade muito grande de me aprofundar no assunto, mas depois de ver a professora Janaína falando através da lingua de sinais fiquei até com inveja, porque pra ela era tão simples, tão rápido, como para nós é o falar.
Quero depois de formada poder fazer cursos nesta área, para me comunicar com facilidade com surdos, quem sabe me tornar uma intérprete.
Na rede municipal de São Leopoldo, não temos muitos alunos surdos , pelo menos na escola que trabalho até hoje (11 anos), não recebemos nenhum aluno.
Acho muito importante a lingua de sinais, tão importante quanto saber uma lingua estrangeira, penso que ela deveria fazer parte do curriculo escolar , onde as crianças aprenderiam com muita facilidade conseguindo se comunicar com colegas que de repente não frequente a mesma escola, mas que são seus amigos e assim haveria uma maior apropriação desta lingua pela sociedade e haveria uma maior capacitação de professo
res.

6 de set de 2009

Fala-se/escreve-se/lê-se sempre do mesmo jeito?Que diferenciações podem ocorrer em relação à fala ou à escrita?



Refletindo sobre as questões da interdisciplina de Linguagem módulo 1, com certeza não falamos, então consequentemente não lemos e também não escrevemos do mesmo jeito.
Hoje em dia mais do que nunca nós adultos alfabetizados e letrados precisamos cuidar para escrever alfabeticamente, porque na era de MSN, Skype e outros usamos atalhos, abreviações e acabamos acostumando com isso e quando vamos digitar e até escrever cometemos esses “vícios”.
Existe um modelo ORTOGRÁFICO estabelecido que precisa ser seguido.
As palavras são pronunciadas de formas variadas dependendo de onde a pessoa nasceu, qual dialeto fala, a qual região pertence. Escrevemos “LEITE”, mas falamos “ LEITI”, aqui em São Leopoldo, mas na fronteira eles falam “LEITE”.
Comunicamos-nos facilmente com as pessoas porque seguimos um padrão ortográfico onde cada um tem a liberdade de ler o mesmo texto, ou imagem, cartaz, placa à sua maneira, usando seu sotaque, que deve ser respeitado, porque vivemos num país onde prevalece diferentes grupos sociais, então como dizer o que é “certo” ou “errado”.
Percebo que me preocupo que meu aluno escreva corretamente, mas o que mais me angustia é que eles escrevam de uma maneira que os outros consigam ler, por isso as questões de Linguagem vieram de encontro ao PA(Letra Cursiva) que estou pesquisando. Porque é muito importante primeiro se apropriar da leitura, a escrita virá como conseqüência, uma necessidade do registro do aluno, indiferente de como ele irá escrever(tipo de letra) deste que siga o padrão ortográfico(alfabeto).
Por que avaliar o erro, na escrita de palavras e não considerar o acerto nas mesmas, num ditado se escreveu aumoço , porque dar errado se pronunciamos com U quando falamos, será que é suficiente só dar errado sem explicar o porque de não ser com U e ser com L, será que o professor se dá conta na fora de ditar e dá ênfase no L, se isso será cobrado.
Como dizer que está errado a palavra BIXO, se é isso que a criança vê em cartazes e na televisão, se o professor não trabalhar, explicar e conversar, mostrar que não é, assim que existem regras, mostrar que no dicionário é diferente, a criança escreverá sempre incorretamente, como outras palavras (MAIZENA, XUXU(XUXA),BRAZIL,etc), porque somos cercados por apelos visuais, marcas de produtos, propagandas e que quando temos dúvidas quanto a escrita , podemos e devemos pesquisar no DICIONÁRIO, ou perguntar.
Conforme o comentário da professora Iole e seu questionmento sobre: "Muitas vezes, os erros de caligrafia parecem erros de ortografia e, nada mais são do que problemas próprios de uma escrita pouco legíviel", concordo plenamente porque muitos alunos tentam escrever conforme é passado no quadro, e muitos ainda não dominam o traçado da letra ,tornando-a ilegível, eles conseguem copiar o que está no quadro, até leem o que está escrito , mas quando precisam ler o que escreveram no caderno, não entendem a própria letra e tem também os que copiam do quadro erroneamente, passam para o caderno escrevendo conforme suas hipóteses, faltando letras.

31 de ago de 2009

Volta ao Passado!!!!




Nosso ofício carrega uma longa memória...
“Prefiro pensar que o aprendizado vem dos primeiros contatos e vivências dos mestres que por longos anos tivemos, desde o maternal. As lembranças dos mestres que tivemos podem ter sido nosso primeiro aprendizado como professores. Suas imagens nos acompanham como as primeiras aprendizagens. (...) Repetimos traços de nossos mestres que, por sua vez, já repetiam traços de outros mestres. Esta especificidade do processo de nossa socialização profissional nos leva a pensar em algumas marcas que carregamos. São marcas permanentes e novas, ou marcas permanentes que se renovam, que se repetem, se atualizam ou superam”. (Miguel Arroyo, Ofício de Mestre, 2002, p. 124)
Este fragmento do texto de Miguel Arroyo que nos leva a reflexão sugerido pela interdisciplina de Didática me fez lembrar de meus professores, dos tantos que tive, lembro de muitos com carinho.
Sempre estudei em São Leopoldo
Tive uma passagem pela E. M. São João Batista , fui ouvinte, não lembro de nenhuma professora, nem colegas , eu era muito pequena, tinha uns 4 ou 5 anos, lembro sim que brincava que eu era a Batgril e tinha o Batman , o Robin e a Mulher Gato, também lembro que íamos no Zoológico, pela entrada dos fundos;
Escola Municipal Paul Harris
Pré – Professora Dalva, gostava muito dela, e ainda a vejo , ela me reconhece, sem eu precisar lembrá-la;
1ª série – Professora Jussara, gostava também dela, ela ainda trabalha na rede, eu até a vejo, de longe, nunca mais falei com ela, ela não me reconhece. Lembro que tinha duas Marta na sala e ela me chamava pelo meu segundo nome Roseli, que a partir daí comecei a detestar;
2ª série- simplesmente não lembro quem era a professora;
3ª série- lembro perfeitamente do rosto da professora, mas não do seu nome, sei que ela teve que viajar e entrou outra professora no seu lugar , que era bem jovem muito querida , que também não lembro o nome, mas lembro do rosto e até de uma marca de nascimento que ela tinha na face;
4ª e 5ª série- várias professoras mas tinha minhas preferências, professora Ana(Ciências), Regina (Ed. Física),Simone (Matemática), Vanderlei(Hist.e Geog.)
Mas no meio de tantas tinha uma que nem era minha professora, mas estava sempre na escola, ela trabalhava na direção, professora Lia, eu era apaixonada por ela , porque ela brincava, cantava, cuidava do recreio, fazia cantigas de roda, me chamava de Joaninha.
Não posso deixar de relatar minha vida escolar no “Pedrinho” Escola Estadual Pedro Schneider, nesta escola estudei, da 6ª série até 3º ano do 2º Grau e depois fiz o Magistério.
No Pedrinho passei por muitos professores porque a rotatividade no estado é muito maior que no município, mas lembro do professor Adair (matemática) que estava sempre disposto a ajudar, quem realmente queria aprender, porque ele era um ótimo observador,e acho que por isso pelo incentivo deste professor eu gosto de Matemática e passo isso para os meus alunos, porque eles não tem medo da matemática , eles aprendem a gostar.
Tenho no coração guardado a professora Maria Amélia (português) mais que professora era uma amiga, e é até hoje, porque se nos encontramos na rua paramos e conversamos(a última fez que nos falamos estava indo para para São Paulo, ficar com o filho e netos), ela sim pra mim é um exemplo de paixão pela profissão, de carinho e dedicação , de envolvimento com os alunos, ela sabia ouvir e falar, com compreensão.
Com ela aprendi que entre aluno e professor é possível sim, ter respeito e amizade, dentro de um limite que se vai construindo.Ela é minha professora especial, que deixou uma marca profunda, que se chama aprendizagem
.

27 de ago de 2009

Expectativas/ 7º Semestre


A vida é cheia de expectativas e lembro que em 2006 quando iniciou o curso
"Hoje decididamente começaram pra valer as disciplinas que nos foram apresentadas no dia 19.9, na aula presencial. Quanto a gente lê tudo o que tem que fazer dá um medão, mas nada que não seja possível e que não valha a pena, sei que a leitura será fundamental e a pesquisa também." eu me sentia assim e ainda hoje me dá um medo, quer dizer não sei se é ainda medo, ou é uma incerteza de não dar conta de tudo.
Hoje vivo outro momento de minha vida , quanta coisa muda em 3 anos, as preocupações vão e vem , os problemas aparecem.
Por enquanto que muitas colegas preocupam-se porque trabalham 60h, eu me preocupo se darei conta das 20h profissionais, e das 40h pessoais que envolvem minha família em casa e principalmente meus pais que neste momento precisam de atenção especial. Assim, além de aluna neste semestre, sou professora, mãe, filha, mulher, esposa, motorista, dona de casa, irmã, madrinha, ouvinte, amiga e tantas outras funções que aparecem.
Sei que estamos na reta final do curso, últimas interdisciplinas , ano que vem estágio e TCC, que sonho!!!!!
Neste semestre quero colocar minhas aprendizagens em prática com os alunos que frequentam o EVAM ( Laboratório de Informática) o qual sou responsável e atendo alunos de 1º a 7ªsérie , é uma pena que ainda não temos acesso a Internet.
Tenho que dizer que meus horários no laboratório são cheios, cada professor se agenda e leva seus alunos, não tem um planejamento comigo, mas pretendo me organizar e tentar fazer algumas combinações com os professores do curriculo para tentarmos elaborar um planejamento, tentando organizar um PA, do interesse da turma. Dependo da boa vontade dos colegas, mas se não conseguir penso em fazer observação do crescimento dos alunos no laboratório, quanto a motricidade, atenção, trabalho em grupo, iniciativa, cooperação, etc.

12 de ago de 2009

Recesso Escolar e Gripe


Estou em casa desde o dia 22.07, então fazem exatamente 22 dias que a rede municipal de São Leopoldo está de recesso escolar ou FÉRIAS, durante estes dias o que se leu no jornal foi sobre a gripe A ou gripe suína, e é este o motivo do recesso ter sido prorrogado , a preocupação de uma epidemia .

Bem, pensando que teremos que recuperar estes dias durante os próximos sábados do ano, e que tanto pais, alunos, quanto muitos profissionais da educação não se preocuparam em ficar em suas casas evitando o contato com outras pessoas em ambientes fechados fica difícil saber se a prorrogação do recesso realmente foi valido.

O comentário que ouvi das pessoas que trabalhavam no comércio é que o centro estava sempre lotado, o shopping cheio e os cinemas bombando, as pessoas caminhando, olhando vitrine, as crianças brincando nos parquinhos pagos no shopping e no BIG, todos respirando o mesmo ar, sujeitas a transmissão do vírus.

Então, pergunto: Será que as pessoas não escutam as informações , ou se fazem de surdas???

Sei que é difícil manter as crianças em casa, mas se realmente não fosse nescessário elas poderiam estar tranqüilamente freqüentando a escola .

Neste caso a saúde foi colocada em primeiro lugar, é preciso ter consciência e entender as decisões tomadas pelos orgãos competentes (Secretaria Saúde) e transmitidos através dos meios de comunicação.

Infelizmentes as pessoas acham que as coisas, não são reais, que não vão acontecer e só acreditam quando acontecem com elas.

4 de jul de 2009

Necessidade/Limitação!!!


Curso a distância, muitos acham que é fácil, que se tira de letra, que não precisa estudar, que nem tem aula, nem trabalho.

Quem pensa que é assim está muito enganado, é muito dificil e o curso à distância exige muito mais do aluno, da sua capacidade de querer aprender sozinho, de buscar ajuda, de pesquisar, de correr atrás da máquina.

Ultimamente estou sentindo necessidade de aprender a fazer citações, acharia muito bom termos uma cadeira eletiva sobre isso, porque quando precisamos desnvolver nossos trabalhos e fazermos as citações é muita confusão, pelo menos pra mim, então se nos fosse disponibilizado uma cadeira sobre isso , ou um mini curso, ou uma aula presencial , bem trabalhada, só pra isso, acho que seria muito bom.

Cheguei a conclusão que preciso ouvir sobre citações, não adianta só ler, porque tenho material escrito ,mas não entendo.

Acho que todos temos maneiras de aprender e neste momento estou precisando de ajuda sobre esse conteúdo que é importante para o final do curso.

25 de jun de 2009

Cabelo de Lelê!!!!

Realmente criança é uma caixa de surpresa!!!!


Como trabalho no EVAM, os alunos do 3A2 foram ver no data show, a história que a professora já havia contado em sala de aula o CABELO DE LELÊ.

Conversei com eles expliquei que o livro estaria maior, que todos iriam ler e ver tudo bem grande e que iríamos conversar sobre a história.

Para minha surpresa logo no início já começou um questionamento se o personagem era masculino ou feminino. Então resolvi parar de contar a história e fazer um levantamento para ver quantos achavam que era um menino , e quantos achavam que era menina.

  • 15 alunos achavam que era menino;
  • 3 alunos achavam que era menina;

Contei toda a história , mostrei todo os slides mais de uma vez, conversamos sobre as diferenças, sobre onde ficava a África, de como era o personagem, o que tinha de diferente, do que alava a história, mas o que intrigava os alunos e não conseguiam chegar num consenso era saber se o personagem era masculino ou feminino. Questionei-os do porque acharei que era menino, diziam que era por causa do nome, e também por causa do rosto, da roupa, do cabelo, mas concordavam que menina também podia ser assim, e a mesma resposta se dava quando achavam que era menina, porque menino pode ter cabelo comprido e tal.

Alguns mudaram os fotos, já estavamos 9 a 9 , mas eles ainda não conseguiam definir o sexo do personagem, mais uma vez olhamos os slides e fui parando em cada foto fazendo os alunos repararem nos detalhes, chamava muito atenção os cabelos, a roupa, as feições, mas tanto menino, como menina pode ser assim. Engraçado que tem uma foto com vários penteados afro e mesmo nesta foto acharam penteados que podiam ser para os dois sexos. Só quando nos detivemos na foto do personagem dançando de vestido branco é que realmente e concluíram que se tratava de uma menina.

Esta aula me deixou muito perplexa, porque várias vezes li a história e nunca havia passado pela minha cabeça que o personagem poderia ser um menino, tanto é que logo que comecei a narrar a história narrei ela no feminino, depois expliquei então que falaria do personagem. Isso me chamou muito a atenção, porque não fui o questionamento de um aluno, fui de vários alunos, eles acharam as feições negras do personagem, sem definição se feminina ou masculina e o nome como era um apelido, levou-os a um conflito, que gerou um aprendizagem.

Eles diziam que nome terminado em E é masculino, então tivemos eu e a professora regente que questioná-los e faze-los perceber que a história poderia ser LALA, LILI, LOLO,LULU, e também serviria para menino e menina, porque é um apelido.

8 de jun de 2009

Projeto Aprendizagem

Que conflito !!!! estou desenvolvendo um projeto de aprendizagem sobre um assunto que me intriga, LETRA CURSIVA e ao mesmo tempo meu filho está na fase de transição na escola da letra script para a cursiva e quem sofre sou eu, e minha filha que está no magistério, até caligrafia terá que fazer, já que será descontado pontos no estágio se não escrever reto no quadro e se sua letra não for redondinha e perfeita.
Estranho é que as próprias professoras do magistério não escrevem cursivo, mais estranho ainda é entender de onde vem esta cobrança, porque me parece que isso é como contar uma história, que é passada de pai para filho , que vem de geração em geração .
Porque é muito importante saber escrever todo junto, emendado, as meninas então , querem aprender, os meninos não, preferem escrever solto, ou então escrevem cursivo, e nem dá pra entender, fica ilegível.
Já conversei com a professora do meu filho (que está na segunda série) ela disse que está sendo cobrada das outras professoras das séries seguintes, comentei com ela , que ele não consegue ler o que esta escrito cursivo, e que até ele ter autonomia pra escrever script o que está escrito cursivo vai demorar , porque hoje ele ainda faz o que a professora manda e como ela quer.
É tanto tempo desenhando uma letra que pode ser aprendida mais tarde, se o aluno tiver interesse.
Porque se prender no traçado da letra, por enquanto que temos tantos alunos que não conseguem formar sílabas e outros nem identificam letras, cores , quantidades.
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A letra cursiva é mais rápida de ser traçada, porém exige da criança uma coordenação motora mais definida.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------De acordo com Cagliari (1999 p.41),
A escrita cursiva tinha dois problemas: por ser feito com rapidez, o traçado das letras tendia a se modificar na escrita de cada um – por outro lado, a escrita cursiva produz ligaduras. Depois de unidas as letras, o aspecto gráfico pode mascarar os limites individuais das letras, gerando confusões entre os usuários.
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É mais importante que a criança compreenda e entenda a função e as características da escrita do que se preocupe com o tipo de letra a ser utilizado. “Em primeiro lugar, é preciso ensinar a escrever e, somente depois, deve-se preocupar com os requintes da escrita” (CAGLIARI E CAGLIARI, 1999, p.79).

23 de mai de 2009

Frustração!!!!!

Sinceramente este semestre tem siso um semestre diferente, mudança de professora do Seminário , mudanças de tutoras, muitas reclamações, muitos e-mails, falta de comentários, trabalhos que parecem nem serem lidos. Sei que não sou uma pefeição de pessoa , mas tento ter minhas coisas em dia, posto minhas atividades nas datas, não falto as aulas, e para minha surpresa, as alunas que estão tento atenção são as que não fazem as coisas, estas sim recebem comentários e são lembradas, como muitas vezes na sala de aula, os alunos indisciplinados ou que não realizam as atividades são os que são lembrados constantemente, que sesabe os nomes, que sempre estão na pauta das reuniões, enquanto os alunos quietos, que conseguem atingir os objetivos, são esquecidos, as vezes nem os professores lembram os rostos, nem os nomes e nem sabem suas principais dificuldades, porque eles conseguem realizar as atividades e entregar os trabalhos, tiram a média necessária, então estes passarão no final do ano.
Esta semana olhanda a planilha de acompanhamento percebi que tinha um RP no enfoque 3 na disciplina questão étnico racial e nem recebi comentário nenhum do enfoque 3, na mesma disciplina, recebi um comentário no enfoque 5 que meu planejamento estava bom, que tipo de comentário é esse "bom", penso que até eu posso avaliar se está ou não bom um planejamento.
Penso que estamos no 6º semestre e que cada vez a cobrança é maior , mas o retorno é menor, e nossa motivação está ficando distante.
Então quando vem a pergunta sobre nossas aprendizagens penso que a principal resposta é:

" Não cobrar dos alunos o que não podemos dar conta, para, não desmotivá-los ."

17 de mai de 2009

Método Clínico

Apliquei o método clínico com meu estudo de caso Rafael, (19 anos) , tem laudo de 2002 de DMM com déficit percepto-motor. Foi muito interessante poder aplicar com ele este teste, porque ele já é um adolescente e assim pude realmente constatar que a idade cronológica não interfere no estádio que o sujeito se encontra, porque o Rafael ainda se encontra em um estádio digamos inferior a idade cronológica pré-estabelecida ou convencionada para os estádios .
Foi muito interessante ouvir e ver as argumentações que o Rafael dava quanto a conservação de liquidos. Ele é bastante esperto, mas em um determinado momento suas argumentações já haviam se esgotado e não sabia mais o que dizer, quando o líquido era trocado de copo.

Descrição do contexto da aplicação da prova
O aluno foi solicitado que nos acompanhasse na biblioteca da escola, pois este é um lugar calmo e silencioso, podendo pensar sem interferência de outros.

Relato da aplicação da prova (dialogado):

O aluno foi questionado nas seguintes situações:
Os copos apresentam a mesma quantidade de líquidos? ( dois copos iguais , com líquidos de cores diferentes)
O Rafael respondeu que o líquido verde tinha mais que a água. A professora acrescentou um pouco mais do líquido verde até que apresentasse quantidade igual, conforme observação do menino.

Qual copo está mais cheio?
Ao trocar o líquido de copo, Rafael afirmou que o copo maior e mais baixo, apresentava menos líquido que o outro.

E agora, qual o que está mais cheio?
Quando utilizamos um copo mais alto, porém com a mesma quantidade de líquidos, o Rafael afirmou que o copo mais alto apresentava mais líquido, porque era maior

Análise:
Quanto às condutas da criança:
Percebeu-se que a criança não tem noção de conservação de líquidos, pois em nenhum momento deu-se conta de que a quantidade de líquido era a mesma, que somente os copos foram trocados. A criança respondia naturalmente às questões, parecendo convicta às suas certezas, mesmo quando o líquido era novamente colocado no copo igual ao outro.

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Também apliquei o teste com outro aluno chamado Matheus , que tem 11 anos e frequenta a 5ª série, ele ficou olhando , demorou para responder o que eu estava perguntando, mas disse tranquilamente, que o líquido continuava o mesmo indiferente se o copo fosse grande ou pequeno, magro ou gordo, fino ou não.
Gostei muito do teste e acho que deveríamos ter tempo de aplicarmos vários testes com nossos alunos para identificarmos em quais estádios eles estão, não só o teste de conservação de líquidos , mas conservação de sólidos e conservação numérica, assim teríamos masi informações para trabalharmos as individualidades de nossos alunos e ajudá-los a progredir no que eles tem maiores dificuldades.

7 de mai de 2009

Certo e errado???

Refletir hoje em dia sobre o que é certo ou errado, sobre verdadeiro e falso, sobre valores, quais os meus ou os seus?????
Depois de assistir o filme O clube do imperador e pensar sobre os conflitos morais, parei pra pensar que todos os dias entramos em conflito no ambiente escolar que trabalhamos nas diferentes situações que enfrentamos.
Neste ano sou coordenadora do EVAM (Espaço Virtual de Aprendizagem Multimídia), mas quando falta algum professor substituo. Esta semana entrei na turma 6s2, que é muito difícil de trabalhar, onde tem alunos que levam tudo na brincadeira e uns vão na onda dos outros.
Conversei com eles, questionei-os sobre serei tidos como a turma problema, se eles se sentiam prejudicados, se achavam ruim, e eles me disseram que não, que os professores davam aula, que eles conversavam, atrapalhavam a aula, mas copiavam as coisas, mas não prestavam muito atenção.
Perguntei se não era importante prestar atenção, e eles responderam que só às vezes.
Conversando com os colegas professores que já estão bastante desanimados que entram nesta turma e sabendo como é o comportamento dos alunos fica difícil entender como os alunos conseguem assimilar algo se passam o tempo todo querendo chamar a atenção, brincando um com o outro, coversando e caminhando pela sala.
Entendo que o professor precisa ter um novo olhar sobre seu aluno e pensar que o aluno de hoje não é mais aquele aluno que nós fomos antigamente, que aceitava tudo e ficava quieto, hoje em dia temos que procurar ir de encontro ao nosso aluno buscando motivá-lo de diferente formas, mas para isto também temos que estar motivados , então não podemos ter uma receita pronta, e nem pensar que determinada atitude é certa e outra é errada, é preciso parar e pensar em que situação esta "atitude aconteceu"

25 de abr de 2009

Assimilação e acomodação!!!!!

“A assimilação funciona como um desafio sobre a acomodação a qual faz originar novas formas de organização” (BECKER, 2001, p. 20-1).

"a assimilação consiste numa ação do sujeito sobre o meio e a acomodação numa ação do sujeito sobre si próprio para responder às resistências oferecidas pelo meio"(PIAGET, 1989)

"Construtivismo significa isto: a idéia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação..." (BECKER,1994,pág.87)

Aprender, construir, desconstruir, buscar, questionar faço isso todos os dias , mas agora entendo melhor o processo embasada na teoria de PIAGET.
Percebi que revendo os Estágios de Desenvolvimento que foram citados em Psicologia I , entendi e me aprofundei melhor no conteúdo já tendo a base dada em outro semestre, a leitura fluiu melhor e a compreensão também.

15 de abr de 2009

Aprendendo!!!!!

Lendo sobre princípios morais universais percebi que me encontro atualmente no seguinte estágio:
5. Estágio dos direitos originários, do contrato social ou da utilidade
a) Valores defendidos: sustentar o direito, valores e contratos sociais básicos de uma sociedade, mesmo quando em conflito com regras e leis concretas do grupo. Reconhecimento de que os valores variam de cultura para cultura, mas que existem valores e direitos não relativos como o direito à vida e à liberdade que devem ser defendidos independentemente da opinião da maioria;
b) Justificativas da argumentação: obrigação de cumprir a lei em função de um contrato social: protege seus direitos e os dos outros. Leis e deveres são baseados em cálculo do maior bem para o maior número de pessoas (critério da utilidade).
c) Orientação sociomoral: o ponto de vista prioritário é o da sociedade. Quando há conflito entre o ponto de vista moral e o legal, não consegue integrá-los.
Mas ainda o estágio 4 esta presente em muitas situações que acontecem no meu dia-a-dia
4 . Estágio da preservação do sistema social e da consciência
a) Valores defendidos: fazer seu dever na sociedade, apoiar a ordem social, manter o bem-estar da sociedade ou do grupo. Cumprir os deveres com os quais se concordou, apoiar as leis;
b) Justificativa dos argumentos: manter o funcionamento das instituições como um todo, auto-respeito ou consciência compreendida como cumprimento de obrigações definidas para si próprio ou consideração das conseqüências dos atos. Pergunta-se "o que acontecerá se se todos fizerem o mesmo?"
c) Orientação sociomoral: o ponto de vista é o do sistema que define papéis ou regras. As relações individuais são consideradas em termos do lugar que ocupam dentro do sistema."
Bem já passei da metade do caminho considerando que são 6 estágios, mas percebi que os dois últimos precisam de um amadurecimento e de muito tempo de aprendizagem.
Depois da leitura feita em virtude do fórum proporcionado na interdisciplina de Filisofia entendo agora quando se fala que cada um tem sua caminhada, que tem seu tempo.
Lembro que logo que comecei a trabalhar como professora há 11 anos atrás me encontrava no estágio 3, sentia a necessidade de agradar as pessoas, de ser aceita, muitas vezes aceitava o que me era imposto sem discutir, durante muitos anos permaneci neste estágio, precisei de um desequilíbrio na minha vida para perceber que poderia ser aceita como sou, que poderia ter opiniões e que não era obrigada a agradar todas as pessoas, que a minha opinião poderia ser ouvida e que também poderia ou não ser aceita e que isso não me tornaria uma pessoa desagradável, ou ruim.

3. Estágio das expectativas interpessoais mútuas, dos relacionamentos e da conformidade
a) Valores defendidos: desempenhar o papel de uma pessoa boa (amável), preocupar-se com os outros e seus sentimentos, ser leal e manter a confiança dos parceiros, estar motivado a seguir as regras e expectativas;
b) Justificativa dos argumentos: precisa corresponder às expectativas alheias. Tem necessidade de ser bom e correto a seus olhos e aos olhos dos outros (família, amigos etc.); importa-se com os outros: se trocasse de papel, iria querer um bom comportamento de si próprio. Este é o estágio da regra de ouro: aja com os outros como gostaria que eles agissem com você.
c) Perspectiva sociomoral: do indivíduo em relação aos outros indivíduos.
(Lawrence Kohlberg - Restaure-se a moralidade, Maria Helena Pires Martins Desenvolvimento moral e educação, segundo o psicólogo e filósofo americano seguidor de Piaget )
Fonte: Revista Educação (nº 39)

5 de abr de 2009

Necessidades Especiais!!!!

Após ver e ouvir o vídeo Aspectos Legais e Orientação Pedagógica da interdisciplina , Educação de pessoas com necessidades Educacionais Especiais entendi o quanto é importante o aluno ter atendimento educacional especializado. Acredito que deveria ter atendimento educacional especializado em cada escola, porque daí as famílias não poderiam ter desculpas de não poder levar seus filhos ao atendimento como acontece hoje, porque precisam se deslocar e então colocam a culpa no dia muito quente, ou muito frio, chuvoso, outro filho pequeno, muito cedo ou tarde, compromissos, etc. É muito importante o aluno estar inserido dentro de uma sala de aula normal, mas também é fundamental que ele receba um atendimento pedagógico diferenciado e que também aconteça trocas entre os profissionais envolvidos.
É triste saber que existem Leis que dão amparo para pessoas com necessidades educacionais especiais que não são realmente colocadas em prática, a não ser que os pais procurem seus direitos procurando a justiça . Nossas escolas (prédio físico) estão aos poucos sendo adaptados para receber alunos de "inclusão", mas e nós professores, o que temos que fazer para receber uma formação continuada e adequada, que nos de suporte para fazer um bom trabalho. Cada dia mais o que vemos são professores se exonerando por não darem conta de todos os conflitos que aparecem em sala de aula, porque existem diferentes tipos de "inclusão", atendemos alunos que aparentemente são normais, mas que não conseguem seguir os padrões que a sociedade impõe. Na escola que trabalho neste primeiro mês escolar 3 professoras pediram para trocar de escola ou preferiram se exonerar do que trabalhar com a realidade que se apresentou e que infelizmente é diferente da realidade que estavam acostumadas, "que estamos acostumados". Os valores não são mais os mesmos e tentar fazer prevalecer o que "eu" como pessoa acho que é certo, muitas vezes não funciona.
Na comunidade que trabalho os alunos são excluídos da sociedade, só pelo fato de onde moram, VILA PAIM, são vistos como meninos de rua , ou nem vistos. Então é importante no ambiente escolar que ele se sinta sujeito, onde possa conversar, que receba atenção, que construa combinações, que saiba até onde o professor pode ir e até onde ele pode ir, todos num mesmo espaço convivendo e respeitando a individualidade de cada um..

1 de abr de 2009

Educação/Valores!!????

A escola......... "ela sempre foi um lugar onde se passa um conhecimento da tradição ocidental, um conhecimento científico que pudesse ser aprendido e, depois,ampliado. Educação cabe à família. Educar é incutir valores nas pessoas. Valores são atributos de pessoas, não de instituições. Pessoas vivem valores, fatalmente os filhos também viverão e assumirão um comportamento mais adequado. E quando os pais não os têm? Sobra para a instituição escolar. Isso arrepia os educadores,não é verdade? Arrepia por dois motivos:
1.porque o educador passa a ser um referencial para o crescimento pessoal doaluno e;
2.porque tem que conviver, muitas vezes, com o descaso dos pais e com o enfrentamento de uma realidade para a qual o próprio educador não está preparado."
EM BUSCA DE UMA ANCESTRALIDADE BRASILEIRA-Daniel Mundurucu
Destaco esse parágrafo na leitura que fiz para a interdisciplina Questões Étnicos-Racionais na Educação, porque sempre me questiono sobre o papel da família na formação dos filhos (alunos). Entendo que o exemplo é muito importante para qualquer pessoa , criança ou adulto e que só podemos "cobrar" o que realmente vivemos. Então como esperar alunos educados se a família independente da classe social nos últimos tempos não consegue fazer o seu papel, não consegue transmitir seus valores , porque com o passar dos anos ela própria, a família foi perdendo ou esquecendo seus valores, não ouve mais conversa, contação de histórias, diálogos.
Venho de uma família onde o respeito pelos meus pais sempre prevaleceu, mas com um certo medo junto, mas apesar disso o diálogo aconteceu e através das conversas e histórias contadas fui formando meu caráter e criando meus valores, que hoje tento passar para meus filhos, sei que com o passar dos tempos eles consguirão ter os seus valores definidos, quem sabe um pouco diferente dos meus.
Vejo que ultimamente as crianças não respeitam mais os pais, não tem vergonha do que fazem, e estrapolam independente do lugar que estejam, em casa, na escola, fazendo o que querem e bem entendem, porque não sofrerão punição, os pais não sabem o que fazer e muitas fezes negam o que os filhos fazem, porque nem sabem o que os filhos fazem, eles os pais não tem tempo e acabam passando a mão por cima dos acontecimemos.
Então quando recebemos alunos, sem limites, sem atenção, sem saber o que é certo ou errado, precisamos muito afetivamente tentar resgatar a criança que está no seu íntimo, que pode amar, conversar, entender, transformar, aprender, brincar, e principalmente conviver em sociedade, respeitando seus direitos e deveres.

19 de mar de 2009

Primeira aula presencial de 2009!!!!

Construir e re-construir!!!????

Que confusão, como é difícil verificar que algo que temos certeza estar certo pode não estar.
Que discussão sobre PAs.....................

A aula presencial foi um tanto desmotivadora no meu ponto de vista,claro que toda crítica também é construtiva.
No semestre passado construímos um
PA (peadtelevisão) e tivemos ele comentado, verificado, analisado. Meu grupo no decorrer do semestre recebeu comentários de como poderíamos melhorá-lo e conforme as sugestões fomos modificando-o, foi muito bom pesquisar, entrevistar e montar o PA.

Saí da aula presencial frustrada, porque algo que achei que estava de acordo com o que foi pedido, pode não estar, como foi mostrado nos PAs comentados pela professora.

Foi estranha a aula, na verdade lembramos o passado(5ºsemestre) e não o futuro(6ºsemestre). Sem contar que as expectativas eram com relação ao material salvo (RESUMO) que iríamos apresentar.

17 de fev de 2009

6º Semestre!!!!!


Fim de férias, início de rotina, logo começará o ano letivo.

Reinício das atividades na escola e no PEAD.

Fico feliz porque tenho certeza que tudo será diferente. Meu trabalho ,como de minha colegas de PEAD nunca é igual, porque nossos alunos estão em constantes mudanças, tem idades diferentes, pertencem a diferentes turmas.

 
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